Revista Novo Perfil Curiosidades

sexta-feira, 4 de abril de 2014


Com seus movimentos elegantes, os gatos são um símbolo do misticismo. Agora, essa reputação misteriosa ganha impulso com uma nova descoberta: os gatos domésticos conseguem enxergar coisas invisíveis aos nossos olhos.

Ao contrário dos seres humanos, os gatos e outros animais podem ver listras psicodélicas nas flores e formas brilhantes nas penas das aves. Para nossa sorte, também ignoramos as marcas de urina que salpicam a paisagem.

O segredo da “hipervisão” dos felinos é a detecção da luz ultravioleta (UV). Um novo estudo, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, descobriu que cães, gatos e outros animais conseguem enxergar a luz UV, geralmente invisível aos seres humanos.

“Há muitos exemplos de objetos que refletem a radiação ultravioleta, algo que somente os animais sensíveis aos raios UV conseguem ver”, explica o co-autor do estudo, Ronald Douglas. “Alguns exemplos são os padrões das flores, que indicam onde está o néctar, os rastros de urina que levam a uma presa, e as renas, que enxergam os ursos polares porque a neve reflete os raios UV, mas não sua pelagem branca”.

Portanto, uma rena, um gato ou um cão veriam um animal branco e peludo, como um coelho, saltando no meio de uma nevasca, enquanto a maioria das pessoas só veria um borrão branco.

O estudo determinou que gatos, cães, roedores, ouriços, morcegos, furões e ocapis são capazes de detectar níveis expressivos de raios ultravioleta.

“Há quase um século, sabemos que muitos invertebrados, como as abelhas, conseguem enxergar a luz ultravioleta”, explica Doulgas, acrescentando que aves, peixes, répteis e alguns anfíbios passaram integrar a lista nas últimas décadas.

“No entanto, acreditava-se que os mamíferos não enxergavam a luz ultravioleta porque não têm os pigmentos visuais sensíveis a ela. Além disso, seu cristalino é semelhante ao humano, o que impede que a luz UV atinja a retina”.

Os pigmentos visuais são substâncias que absorvem a luz e a convertem na atividade elétrica transmitida pelos neurônios. No entanto, nem sempre eles são necessários para a sensibilidade à luz UV. De fato, a “mídia ocular” (partes transparentes do olho, como a córnea e o cristalino ) de certos animais transmite comprimentos de onda UV.

“Essa habilidade permite que mais luz chegue à retina, uma vantagem para um felino noturno”, diz Douglas. Ela também pode explicar por que os gatos são obcecados por objetos incomuns, como folhas de papel.

Branqueadores ópticos são adicionados a papel, tecidos, cosméticos, detergentes e xampus para deixá-los mais claros. Como essas substâncias absorvem a luz do espectro UV, podem parecer diferentes ou se destacar aos olhos dos animais sensíveis aos raios ultravioleta.

As pessoas que substituíram o cristalino em cirurgias de catarata também conseguem ver parte da luz UV, ao contrário da maioria dos seres humanos.

“A suposição geral é que os raios UV são prejudiciais. Eu trabalho bastante no Ártico, onde os níveis de radiação UV são muito elevados, sobretudo na primavera e início do verão, quando ainda há muita neve e gelo. Como essas superfícies refletem 90% da luz UV, os animais são expostos por todos os lados. Se você não usar óculos de neve, seus olhos começam a doer em 15 minutos”, acrescenta Jeffery. No entanto, estudos realizados com renas descobriram que a exposição contínua aos raios UV não geram qualquer tipo de incômodo.

Gatos, renas e outros animais capazes de detectar a luz UV talvez contem com algum tipo de proteção contra os danos visuais. A luz UV também contribuiria para a visão de imagens embaçadas.

“Se há uma coisa em que os seres humanos são bons, é em enxergar detalhes”, diz Douglas. “Talvez seja por isso que o nosso cristalino reflete a luz UV. Do contrário, veríamos um mundo mais borrado”.

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Discovery Brasil
Por: Jennifer Viegas


quinta-feira, 3 de abril de 2014


Ratos que não possuem um gene denominado FAT10 são mais magros e vivem 20% mais, relatam pesquisadores na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em testes realizados em laboratório, vários resultados indicaram a boa forma física desses ratos: eles queimaram gordura a uma taxa metabólica mais elevada, apresentaram níveis mais baixos de glicose e insulina e menos inflamação associada à obesidade.

“Ao que parece, a inflamação reduzida pode diminuir o crescimento dos tecidos adiposos e, portanto, ter um impacto positivo na longevidade “, afirma Allon Caanan, geneticista da Universidade de Yale e co-autor do estudo.

Em outras palavras, a própria inflamação pode estar associada ao ganho de peso ligado à idade e a uma menor expectativa de vida.

Os pesquisadores, que estudavam o papel do FAT10 em quadros de septicemia, ficaram surpresos quando descobriram que os ratos sem o gene envelheciam mais lentamente do que os ratos normais e eram 50% mais magros.

“As sequências de DNA e proteínas do gene FAT10 são altamente conservadas no homem e nos ratos”, disse Canaan release. “Se ele tem as mesmas funções nos seres humanos, pode ser a base de novas terapias”.

No entanto, eliminar o gene tem uma desvantagem: sem a inflamação, o sistema imunológico não entra em ação para combater infecções.

“O gente proporciona efeitos benéficos de curto prazo, mas no longo prazo podemos pagar um preço, um tipo de ‘compensação evolutiva’”, concluir Canaã.

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Discovery Brasil


Casais tiram fotos na cama e publicam com hashtags nas redes sociais.

Para que manter os momentos de intimidade só entre os dois pombinhos que o protagonizam, se é possível compartilhá-lo com as milhares de pessoas do Instagram? Alguns casais pouco discretos aderiram à moda da hashtag #aftersex (depois do sexo) e publicam autorretratos na cama.

No Instagram, a #hashtag #aftersex já está em mais de quatro mil postagens.

De acordo com o jornal inglês Daily Mail, a moda das fotos pós-sexo invadiu o Instagram porque a rede social é relativamente nova.

Em entrevista ao jornal, Chris Chesher, especialista em culturas digitais da Universidade de Sidney, explicou que o Facebook já tem certas normas de uso estabelecidas pelos usuários porque se popularizou faz tempo, enquanto o Instagram ainda é novidade para muita gente. O especialista acredita que a moda dos selfies está relacionada ao poder sobre a própria imagem.

Com celebridades publicando fotos de si mesmas o tempo todo, Chesher diz que não demoraria muito para que pessoas comuns fizessem o mesmo.








Revista Novo perfil Online
Fonte: R7 Online



terça-feira, 4 de março de 2014


Uma planta ilegal pode ajudar a combater a principal causa de morte nos Estados Unidos. As doenças cardíacas mataram mais de 600 mil americanos em 2010, segundo dados dos Centros de Controle de Doenças. Uma análise recente sobre a composição do cânhamo, o primo inofensivo da maconha, identificou várias substâncias químicas potencialmente saudáveis para o coração.

O óleo de sementes de cânhamo contém altos níveis de ácido alfa-linolênico, segundo um estudo publicado por farmacologistas espanhóis no Journal of Agriculture and Food Chemistry. Trata-se de um ácido graxo ômega 3, capaz de reduzir significativamente o risco de doenças coronarianas, sugerem os pesquisadores.

Seu alto teor de gorduras poliinsaturadas reduz o colesterol e evita a aterosclerose, ou acúmulo de resíduos no interior das artérias, escreveram os pesquisadores da Universidade de Sevilha, Espanha.

O óleo de cânhamo também contém ácido gama-linolênico, uma substância que melhorou os sintomas de ratos com fibromialgia, uma doença crônica degenerativa, em um experimento publicado no Journal of Functional Foods .

As sementes de cânhamo utilizadas no estudo foram cultivadas no oeste do Canadá. O país legalizou o cânhamo industrial em 1998, para a produção de fibras, óleo vegetal e outros produtos.

Desde 1958, a planta é ilegal em grande parte dos Estados Unidos , mas as coisas estão começando a mudar.

Um projeto de lei em votação no Senado permitirá a implementação de projetos-piloto de cultivo de cânhamo industrial em fazendas americanas. Buscando vantagens comerciais, alguns governos estaduais se anteciparam à aprovação da lei. A Assembleia Geral do Kentucky, por exemplo, votou pela legalização do cânhamo no ano passado e, recentemente, aprovou um projeto-piloto, segundo o EUA Today.

Os botânicos classificam o cânhamo e a maconha como diferentes variedades de uma mesma planta, a Cannabis sativa. As fibras resistentes de seu caule são usadas há milhares de anos na fabricação de cordas, tecidos e outros materiais, e contêm um teor muito baixo de tetrahidrocanabinol (THC), uma das principais substâncias psicoativas que justificam sua ilegalidade.

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Fonte: Discovery 
Por Tim Wall


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014


Apenas uma em cada 10.000 pessoas têm um ouvido absoluto, ou seja, a capacidade de ouvir um tom e dizer que nota é. Esta habilidade incomum é adquirida no início da vida, geralmente aprendida com treinamento entre os quatro até seis anos de idade, e não há registros de adultos que conseguem aprender essa capacidade.

Mas um novo estudo mostra que pessoas que tomaram uma droga normalmente usada como um estabilizador de humor, tornaram-se significativamente melhores em identificar o tom dos sons após duas semanas de treinamento, em comparação com aqueles que tomaram um placebo.

A droga, conhecida como ácido valpróico ou valproato, “restaura a plasticidade do cérebro a um estado juvenil”, segundo o pesquisador de Harvard e coautor do estudo Takao Hensch. É a primeira vez que uma droga ajuda as pessoas a se tornar melhor em identificar tons, disse ele.

O estudo foi realizado em 24 homens jovens com pouca formação musical, metade dos quais tomaram a droga de verdade.

“Eu acho que estamos chegando mais perto do dia em que esta droga poderia ser usada para aprender novas línguas, porque já somos capazes de compreender em um nível celular como o cérebro muda ao longo do desenvolvimento”, disse Hensch.

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Fonte: Discovery 
Por Alexandre Ottoni e Deive Pazos


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Na competição anual de nado no canal Rottnest na Austrália, os participantes muitas vezes besuntam os seus corpos com gordura animal para isolamento contra a água de 20 graus. Mas a própria gordura corporal também ajuda a mantê-los quentes, como uma camada extra de roupas sob a pele. Quando os cientistas estudaram os participantes deste evento, em 2006, eles descobriram que os nadadores com maior índice de massa corporal (IMC) pareciam estar em muito menor risco de ter hipotermia.

O mesmo efeito foi demonstrado em hospitais onde os pacientes que sofreram parada cardíaca foram tratados com “hipotermia terapêutica”, para evitar a lesão cerebral e inflamação. Estudos têm mostrado que leva mais tempo para induzir hipotermia em pacientes obesos do que em pacientes mais magros. O excesso de gordura parece isolar o núcleo do corpo.

Sob certas condições, no entanto, as pessoas com excesso de peso podem sentir mais frio do que pessoas de peso médio. Isso porque o cérebro combina dois sinais,a temperatura dentro do corpo e a temperatura na superfície da pele para determinar quando é hora de contrair os vasos sanguíneos (que limita a perda de calor através da pele) e desencadear o tremor (que gera calor). E como os depósitos de gordura subcutânea “prendem” o calor, o núcleo de uma pessoa obesa tende a permanecer quente enquanto sua pele esfria. De acordo com Catherine O’Brien, uma fisiologista do Instituto de Pesquisa de Medicinal Ambiental do Exercito dos EUA, é possível que a temperatura mais baixa da pele dê às pessoas mais gordas a sensação estarem mais frias em geral.

Mas O’Brien destaca que muitos outros fatores, além da gordura subcutânea, podem determinar a velocidade com que esfriamos. Pessoas pequenas, que têm uma área maior de superfície em relação ao volume total do corpo, perdem calor mais rapidamente, por isso dizem que as mulheres sentem mais frio do que os homens, o tamanho médio do corpo pode desempenhar um papel importante.

Um físico mais musculoso também pode oferecer alguma proteção contra a hipotermia, em parte porque o tecido muscular gera muito calor.

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Fonte: Discovery
Por Alexandre Ottoni e Deive Pazos




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014


Tirar uma foto com o Google Glass é a coisa mais fácil do mundo: basta piscar. Isso se você tiver um Google Glass e puder piscar com o olho direito. Como eu não tenho, não posso.

Mas o recurso é muito legal, e segundo um post publicado no blog da empresa, ele é capaz de fazer outras coisas além de tirar fotos. Você pode piscar para um taxímetro para pagar pela corrida, por exemplo, ou dar uma piscadela para comprar um par de sapatos em uma vitrine. Você também pode “piscar para um livro de receitas e as instruções vão aparecer bem na sua frente – sem precisar usar as mãos, sem bagunça, sem confusão”.

Só não deixe alguma coisa cair acidentalmente dentro do seu olho, do contrário, vai começar a piscar incontrolavelmente e disparar fotos para todo lado, sabe-se lá do quê…

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Fonte: Discovery
Por Tracy Staedner


sábado, 21 de dezembro de 2013


Uma pesquisa realizada há algumas semanas em Nova York revelou que o sono “limpa” o cérebro e ajuda a prevenir doenças neurológicas, como o Mal de Alzheimer. É um dos muitos estudos que comprovam a importância do sono para o corpo humano. Cerca de 20% da população mundial sofre de insônia, o que provoca problemas como falta de concentração, acidentes domésticos ou de trabalho, perda de memória e menor desempenho intelectual.

No entanto, uma consequência menos conhecida da falta de sono é o ganho de peso. Segundo uma pesquisa realizada em 2012 e publicada na revista Academy of Nutrition and Dietetics, pessoas com “privação parcial de sono”, ou seja, que dormem entre quatro e seis horas por dia, têm níveis mais elevados do hormônio grelina e mais baixos do hormônio leptina. Enquanto o primeiro determina o apetite, o segundo é fundamental na regulação da fome e da saciedade.

Um estudo anterior, publicado na revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, alertou que bebês e crianças menores de cinco anos que dormem menos de dez horas por noite são mais propensos a ser obesos ou ter excesso de peso na idade adulta.

Além dessas descobertas recentes, uma pesquisa conduzida pela Universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, revelou que pessoas que dormem demais também são afetadas por este fenômeno. Publicado na revista American Journal of Health Promotion, o estudo conduzido pela equipe do professor Bruce Bailey analisou 300 mulheres entre 19 e 26 anos, controlando suas atividades e horários de sono. A composição corporal de cada voluntária foi verificada antes e depois dos testes.

Os resultados sugerem que as pessoas que dormem menos de 6,5 horas ou mais de 8,5 horas são igualmente propensas a acumular mais gordura corporal, enquanto dormir e acordar à mesma hora reduz esse efeito.

O estudo também mostra que mulheres com variações de sono de 90 minutos tendem a ganhar mais peso que as que apresentam variações de 60 minutos ou menos.

Estudos anteriores também indicam que a qualidade do descanso está relacionada aos hormônios, ao apetite e ao tipo de atividade física, todos fatores que podem modificar a aparência corporal. Diante dessas evidências e de todos os problemas causados pela falta de sono, Bailey recomenda a prática de exercícios e dormir em um quarto escuro e silencioso.

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Discovery


domingo, 15 de dezembro de 2013

© AVIER TRUEBA, MADRID SCIENTIFIC FILMS
O DNA de um representante do Homo heidelbergensis de 400 mil anos acaba de ser recuperado e sequenciado. Seu sequenciamento mitocondrial quase completo, detalhado na revista Nature, é agora o mais antigo do gênero entre as espécies humanas.

Ele revelou que o Homo heidelbergensis, o Homem de Heidelberg, viveu durante o Pleistoceno Médio e tinha um ancestral comum com os hominídeos de Denisova, um grupo que migrou da África para a Sibéria com outras espécies do gênero Homo.

“Na África de um milhão de anos atrás, eles provavelmente constituíam um único grupo; mais tarde, os ancestrais dos seres humanos atuais e os neandertais se separaram dos ancestrais do povo com o DNA mitocondrial de Denisova”, explica o co-autor do estudo, Svante Pääbo, diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária.

“As análises genéticas mais recentes confirmam que agora podemos estudar o DNA de ancestrais humanos de centenas de milhares de anos”, revela. “Isso permitirá estudar os genes dos ancestrais dos neandertais e denisovanos. É realmente empolgante”.

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Discovery Brasil



Para quem tem um smartphone caro, isso já virou rotina: aquela sensação de tensão sempre que o celular cai e bate no chão. Será que dessa vez a tela se espatifou ou você escapou por pouco mais uma vez?

Felizmente, com a nova capinha para smartphones com airbag da Honda, essas perguntas se tornaram irrelevantes. Durante a queda livre, o Case N aciona seis almofadas fofinhas, parecidas com marshmallows, para garantir que seu celular aterrisse em segurança. O único inconveniente é que os usuários precisam estar dispostos a carregar um volume adicional no bolso, já que o Case N é do tamanho de uma bola de futebol .

Se esse detalhe ainda não foi suficiente para você desconfiar, detesto estragar a brincadeira, mas o Case N é só uma uma jogada de marketing para promover o novo minicarro da Honda, o N WGN. Mesmo assim, o dispositivo de amortecimento e o vídeo são de verdade –só não espere que o Papai Noel atenda seu pedido se você colocar o Case N na sua lista de Natal.

Apesar de parecer um tanto absurda, a ideia da Honda não é assim tão improvável. A Apple já solicitou uma patente de tecnologias de
“auto-endireitamento” para iPhones. O pedido de patente detalha mecanismos de proteção que “alterariam seletivamente o centro de gravidade”, incluindo “aerofólios”, um “mecanismo de propulsão” e uma “alça” que se prenderia no fio do carregador ou do fone de ouvido.

E você, já inventou um jeito de “autoendireitar” smartphones? Revele sua criatividade nos comentários abaixo.

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Discovery Brasil

Vídeo sem legente:

sábado, 14 de dezembro de 2013


Segundo uma teoria, alguns hominídeos seriam semiaquáticos. ©Discovery
Por Victoria Bembibre

Você já deve ter se perguntado se alguma criatura mítica ou fantástica existe de fato, ou se essas figuras são fruto da imaginação de algum louco ou artista. As sereias são seres descritos minuciosamente em relatos, livros e filmes, mas será que elas existem ou existiram em um passado remoto?

Uma das teorias é a Hipótese do Macaco Aquático: ancestrais mais ou menos próximos dos humanos teriam adotado, durante um certo período, um estilo de vida semiaquático na costa africana, seja pela necessidade de buscar alimento na água ou de defender-se de predadores.

De qualquer modo, esse fato pode ter influenciado sua evolução, gerando uma subespécie anfíbia, enquanto outros hominídeos mantiveram uma existência puramente terrestre.

Embora tenha sido abandonada ao longo dos anos, ao menos três estudiosos – Max Westenhofer, ideólogo, Sir Alister Hardy, biólogo marinho, e Elaine Morgan, escritora feminista – se dedicaram a desenvolver essa teoria.


Cientistas descobriram indícios de espécies semelhantes às sereias. ©Discovery

Há múltiplas explicações que justificam a Hipótese do Macaco Aquático, entre elas:

1. O fato de sermos os únicos primatas que não tem o corpo totalmente recoberto por pelos, uma condição só existente em ambientes aquáticos ou subterrâneos.

2. Os humanos são os únicos mamíferos bípedes. Essa transformação não ocorreria facilmente na savana africana, onde evoluíram os primeiros homens. Já na água, o corpo humano tende a manter essa posição.

3. A respiração do ser humano é diferente da de outros mamíferos, já que temos a capacidade de controlá-la voluntariamente. Tal como os mamíferos marinhos, podemos inalar o ar necessário para mergulhar e depois voltar à superfície para respirar.

4. Assim como os mamíferos aquáticos, e ao contrário dos terrestres, os humanos possuem uma reserva de gordura que retêm durante todo o ano.

5. As lágrimas, a sudorese excessiva e a porção de pele que separa o polegar do dedo indicador sugerem antepassados aquáticos segundo os adeptos da teoria.

6. Por último, nossa facilidade de nadar, em comparação à falta de jeito de muitos mamíferos terrestres na água, sugere que evoluímos de seres aquáticos.


As sereias teriam uma linguagem tão complexa e desenvolvida como a dos humanos. ©Discovery

Os detratores descartam a teoria enfatizando, por exemplo, que existem muitos mamíferos aquáticos totalmente peludos, como lontras e castores. Por outro lado, nenhum mamífero aquático é bípede, e o mais importante, em nenhum momento foram encontrados vestígios fósseis que comprovem a existência de “macacos aquáticos” ou sereias.

No entanto, nos últimos anos, diversas pesquisas sugerem a possibilidade de existirem criaturas aquáticas com uma linguagem tão complexa como a do ser humano, o que fez ressurgir a hipótese das sereias.

Segundo novos estudos, alguns hominídeos podem ter passado por uma adaptação evolutiva ao ambiente aquático, transformando as duas pernas em uma cauda que lhes permitisse nadar com mais facilidade.

E você, no que acredita? Será que as sereias existem mesmo?

Revista Novo Perfil Online
Fonte: Animal Planet

Assiste o vídeo e fique por dentro deste assunto: